(...) Em geral, o bebê, semidrogado, supertenso e exausto, é incapaz de respirar, mesmo que lhe seja dado bastante tempo para fazê-lo. As muitas coordenadas musculares estão confusas e trabalhando mal. Seu corpo só está reagindo; há muito tempo todas as interações sincronizadas foram destruídas. Acrescentando-se a seu prolongado modo de privação de oxigênio, quando é finalmente sugado ou agarrado para fora de sua mãe, sua entrada ocorre numa arena iluminada e barulhenta, cheia de criaturas mascaradas e máquinas zunidoras. (Somente o zunido da luz fluorescente já uma sobrecarga, muito mais a própria luz fluorescente, que, como deixa claro a maior autoridade em iluminação, John Ott, é desastrosa para o bebê. Aparelhos de sucção são fixados na boca e no nariz, a pálpebra virada para aquela luz que cega e dói, e químicos muito mais dolorosos são pingados nos olhos abertos. Ele é segurado pelos calcanhares, batem-lhe nas costas e submetem-no ao respirador mecânico; neste período crítico e de pouco oxigêncio, o cordão umbilical é cortado. Limpam-lhe um pouco o sangue da episiotomia (que deixará sua mãe fora de cena por bastante tempo); colocam-no em uma balança fria, para ser pesado como qualquer outro pedaço de carne em açougue; é embrulhado (sobretudo para protegê-lo daquelas terríveis correntes de ar); é despachado para um berço de enfermaria, berrando de medo e terror, se tiver sorte; ou então é levado às pressas semiconsciente e semimorto para uma incubadeira, destino muito pior que o do berço, se tiver menos sorte.
A Criança Mágica, Joseph Chilton Pearce, tradução de Cinthia Barki. Francisco Alves.
Agora eu acredito que parto normal dói menos, então, né...
I don't know, but sometimes destiny seems to be acting in my life. I won't speak about you, reader. All I can speak about are my feelings and my own experience. Today was an empty day. But that's ok... I was not expecting too much from a extended holiday in a desert city. But it is at those moments that I can perceive things around me better, exactly because I have nothing to do, no worries in mind (except for the fact of how I wish I had a boyfriend right now by my side, obviously.)
In the last few weeks I could notice some coincidences about one topic: pregnancy.
Since my menstruation was two months late and I went to the doctor to listen the happiest "NO" of my life, my cousin had a baby, I started to read a book about childbirth and development process of the child, I saw movies like "Juno" and "Knocked Up", saw some kind of alternative deliveries at Discovery Home&Health, I dreamed that I was pregnant.
Well, I don't know what this all mean. Maybe nothing. I don't take contraceptive pills anymore, but my sexual life is not so active the last days. It means no chance of getting pregnant. I don't even have a boyfriend at all! Or at least a nice friend that could lend me his penis. Ok, that's it. I have nothing to worry about.
But have you ever had this strange feeling of being a simple puppet?
Tá... eu reconheço que eu já fui mais assídua nessa página da internet que é o meu blog.
Não sei o que acontece. Tudo o que eu escrevo agora, não é pra ser publicado. Voltei a usar o velho diário: um caderno que achei em meio à mudança (pois é... me mudei).
Escrevo coisas das quais não me vem a vontade de que os outros vejam, opinem, façam críticas ou elogios. Quero que fique bem guardado lá no meu armário, longe das pessoas. São segredos que só dizem respeito à mim e ao meu companheiro feito de celulose.
Quem sabe um dia eu volte à ativa. Agora estudo à noite e faço um curso pelo qual - posso dizer, pela primeira vez em toda a minha vida - eu optei. E me dá calafrios ver tanta gente reunida e gostando de fazer o que estão fazendo naquele prédio de mais de 30 anos que é o prédio de Letras da FeFeLeChi. Ai ai...
Acho que é por aqui mesmo que se chega à Felicidade.